Início Notícias Notícia
Notícia

Brendan Fraser vai a Marte em 'Starman', sci-fi de Josh Wakely

Após reviver A Múmia, Fraser embarca em ficção científica sobre missão a Marte que vira corrida contra o tempo movida por amor.

Brendan Fraser vai a Marte em 'Starman', sci-fi de Josh Wakely

Brendan Fraser, vencedor do Oscar por A Baleia, fechou pra protagonizar Starman, ficção científica original do roteirista e diretor Josh Wakely. A informação saiu nesta quarta no Deadline. O filme entra na fila do ator depois de A Múmia 4.

A premissa

Fraser vive Tom Adams, um tecnólogo visionário que lidera uma expedição histórica a Marte. A coisa começa como missão de glória, primeira humanidade plantando bandeira no planeta vermelho, e desanda quando ele se vê preso a milhões de quilômetros da Terra. A volta pra casa, segundo a sinopse, não é movida só por sobrevivência: é movida por amor.

Soa tipo Perdido em Marte com tempero de Interestelar, mas Wakely é roteirista de TV (Beat Bugs, Motown Magic, ambos da Netflix), o que ainda deixa espaço pra surpresa em escopo e tom.

O time atrás das câmeras

Os produtores são Eddie Vaisman, da Sight Unseen, que produziu Família de Aluguel, do próprio Fraser, pra Searchlight, junto de Wakely e Rebecca Graham, da produtora Grace. O nome pesado entre os executivos é David S. Goyer, roteirista de Batman Begins e Batman vs Superman. Goyer assina como produtor executivo.

O que isso significa pro Fraser

Pós-Oscar, o ator apostou em projeto pequeno (Família de Aluguel) e em volta a franquia (A Múmia 4). Starman é a tentativa de pivotar pra blockbuster autoral, espaço que Matthew McConaughey e Adam Driver já ocuparam. Se der certo, abre uma terceira via na nova fase da carreira.

R

Redação Pipocou

Time editorial do Pipocou.

Comentários

Carregando comentários…

O cinema brasileiro voltou a ocupar o lugar mais alto do festival mais importante do mundo. Na noite de domingo, Walter Salles subiu ao palco do Théâtre Lumière três vezes: para receber a Palma de Ouro por Ainda Estou Aqui, para ver Fernanda Torres premiada como Melhor Atriz, e para celebrar o roteiro adaptado escrito ao lado de Murilo Hauser.

É a primeira vez na história que um filme brasileiro leva as três categorias na mesma edição, feito que coloca Salles ao lado de nomes como Ken Loach e os irmãos Dardenne na seleta lista de cineastas multipremiados em Cannes.

Esse prêmio é da Eunice Paiva. É de todas as mulheres que tiveram que sustentar a memória de quem foi silenciado. Fernanda Torres, ao receber o prêmio de Melhor Atriz

Uma vitória que demorou quase dez anos

Adaptado do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, Ainda Estou Aqui conta a história de Eunice Paiva, mulher do deputado Rubens Paiva, desaparecido pela ditadura militar em 1971. O projeto começou em 2015, quando Salles leu o manuscrito ainda inédito e decidiu que esse seria seu próximo filme.

Filme em destaque
Ainda Estou Aqui
2024 · Drama, Histórico · 137 min · Walter Salles
94

Foram quase dez anos entre a primeira reunião de roteiro e a estreia em Veneza, em setembro de 2024. No caminho, a pandemia, a mudança de governo no Brasil, que destravou linhas de financiamento via Lei Rouanet, e a entrada de Fernanda Torres no projeto, em substituição a uma escalação anterior que não foi adiante.

O Brasil entendeu que precisava contar essa história, e o mundo entendeu que precisava ouvir.
Walter Salles · entrevista coletiva

O que vem agora: temporada de prêmios

Com Cannes no bolso, o filme se posiciona como favorito incontestável na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Internacional, categoria em que o Brasil só venceu uma vez, em 1962, com O Pagador de Promessas. A campanha americana, conduzida pela Sony Pictures Classics, começa oficialmente em julho.

Para Fernanda Torres, o prêmio em Cannes a coloca diretamente na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, a mesma vaga que sua mãe, Fernanda Montenegro, ocupou em 1999 por Central do Brasil, também dirigido por Salles.

O cinema brasileiro, que vinha de uma sequência de bons resultados em festivais menores, ganha agora uma plataforma global. E uma pergunta velha volta com força nova: quanto tempo até a primeira Palma de Ouro brasileira virar a segunda?

Cannes 2025 Walter Salles Fernanda Torres Cinema Brasileiro Festivais Oscar 2026

Mariana Castro

Editora-chefe do Pipocou. Cobre festivais internacionais e indústria audiovisual há 12 anos. Já passou por Folha, Piauí e Variety Brasil.

32 comentários

Lucas Andradehá 2 horas

Que momento histórico. Já tinha visto o filme em outubro e saí do cinema sem palavras. A Fernanda Torres entrega uma das atuações mais contidas e poderosas que já vi, merecidíssimo.

♥ 24Responder
Beatriz Coelhohá 4 horas

Vai com tudo pro Oscar agora. Curioso pra ver como vai ser a campanha americana, historicamente filmes em português têm mais dificuldade que os em espanhol/francês na corrida.

♥ 18Responder
Rafael Mendeshá 6 horas

Salles merecia há muito tempo. Diários de Motocicleta já era uma obra-prima que não foi premiada como deveria. Justiça poética.

♥ 12Responder

Curtiu? Tem mais cinema todo dia.

Estreias, listas curadas e bastidores no nosso Instagram.

Seguir @pipocou.br