A HBO oficializou Kyriana Kratter, atriz cis vista em Star Wars: Skeleton Crew, no papel de Lev na 3ª temporada de The Last of Us. O personagem, queridíssimo na fanbase do segundo jogo, é canonicamente um menino trans, e a notícia explodiu nas redes como uma das maiores polêmicas de casting do ano.
Por que o fandom está bravo
A indignação vem de duas frentes. A primeira é a representatividade. Em 2026, com pressão antiga de comunidades LGBTQ+ pra que papéis trans fiquem com atores trans, escalar uma atriz cis num personagem trans soa retrocesso pra muita gente. A segunda é a fidelidade ao jogo. A identidade de gênero do Lev não é detalhe, é parte estrutural da arc dele em The Last of Us Part II. Ian Alexander, ator trans que dublou o personagem no game, virou referência da comunidade.
A reação que dominou as redes
Posts em r/thelastofus, r/lgbt e no X mostraram o tamanho da chiadeira. Um comentário que viralizou resumia: "se a HBO tirar o Lev ou colocar pessoa cis no papel, isso aqui entra na corrida de pior adaptação de game da história". Veículos como NME, Out, Kotaku, Autostraddle, The Gamer e PinkNews bateram no mesmo ponto em peças publicadas nas últimas semanas, sustentando o assunto em alta.
A defesa da produção
A HBO disse, via Deadline, que fez "casting inclusivo" com candidatos de diferentes origens e que Kratter "incorporou melhor o personagem". O time de produção também garantiu que Lev seguirá sendo um menino trans na série. Pra parte do fandom, a justificativa não basta. O argumento que circulou foi direto: existem atores trans capazes, o problema é a vontade de procurar.
No Brasil, The Last of Us virou marco entre fãs de game e séries desde a 1ª temporada, e a comunidade trans aliada por aqui acompanhou a discussão com bastante peso. As filmagens da 3ª temporada já rolam em Vancouver, com Kratter e Kaitlyn Dever (a nova Abby) gravando cenas em uma Seattle pós-apocalíptica. A estreia ainda não tem data oficial, mas a HBO mira 2027.
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