MICHAEL, cinebiografia do Rei do Pop dirigida por Antoine Fuqua e estrelada por Jaafar Jackson (sobrinho do cantor) quebrou a barreira dos R$ 100 milhões de bilheteria no Brasil. Em três semanas de cartaz, o filme acumula cerca de R$ 106 milhões e saltou da terceira pra segunda colocação no ranking dos maiores filmes do ano no país.
O pódio brasileiro de 2026
Quem segura o topo continua sendo O Diabo Veste Prada 2, que estreou com força e mantém a primeira posição. MICHAEL passou A Empregada, que cai para terceiro, com Super Mario Galaxy e Avatar: Fogo e Cinzas completando o top 5. Juntas, Prada 2 e MICHAEL dominam 90% do market share atual, número raro em qualquer janela do ano.
A performance da cinebiografia surpreendeu o mercado. A média de público por sessão sustentou-se mesmo na terceira semana, e o filme foi o primeiro de 2026 a cruzar a marca dos cem milhões em moeda local. Cinebiografia musical no Brasil costuma ter ciclo curto. MICHAEL está esticando.
A escala mundial
Globalmente, o filme já passou de US$ 570 milhões em arrecadação e se tornou a segunda maior cinebiografia musical da história, atrás apenas de Rapsódia Boêmia. Fuqua, mais conhecido pelos thrillers de ação (Dia de Treinamento, O Protetor), encontrou no biopic uma engrenagem comercial que pouca gente apostava, em parte porque a escolha de Jaafar pra interpretar o tio resolveu boa parte das questões de mímica e voz que costumam atrapalhar cinebiografias musicais.
A janela de cinema deve segurar até o fim de maio, com a Universal mirando agora a corrida de prêmios técnicos no fim do ano. Pelo lado brasileiro, MICHAEL já garantiu lugar entre as dez maiores bilheterias estrangeiras dos últimos cinco anos.
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