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Globo de Ouro libera IA mas veta atuações criadas por máquina

Regulamento de 7 de maio aceita inteligência artificial como ferramenta, mas barra performances 'substancialmente geradas'. Em rota oposta ao Oscar.

Globo de Ouro libera IA mas veta atuações criadas por máquina

A Hollywood Foreign Press atualizou as regras do Globo de Ouro em 7 de maio e oficializou o que já era prática: filmes e séries com inteligência artificial podem disputar a premiação, desde que a direção criativa, o julgamento artístico e a autoria sigam humanos. Toda submissão precisa declarar onde a IA generativa foi usada na produção.

O que entra e o que fica de fora

O regulamento diz, com todas as letras, que IA generativa "não desqualifica automaticamente uma obra". A ferramenta serve pra apoiar o processo. O que não passa: performances substancialmente geradas ou criadas por IA. Essas continuam fora das categorias de atuação.

A linha entre "apoiar" e "criar" é onde mora o caso a caso. Rejuvenescimento, envelhecimento e ajustes estéticos seguem permitidos, desde que o ator credenciado seja, de fato, quem está atuando. É o tipo de IA que já fez Harrison Ford voltar aos 35 anos em Indiana Jones e a Relíquia do Destino.

Sinal vermelho pra deepfake sem autorização

A regra também veta o uso não autorizado de "réplica de voz, aparência digital ou dados biométricos" de artistas. Mesmo que o ator esteja creditado, deepfake sem assinatura pode tirar o filme da disputa.

Globo de Ouro e Oscar em rotas opostas

A Academia, lembre-se, endureceu mais. No início de maio, anunciou que só atuações comprovadamente humanas e roteiros escritos por pessoas podem disputar essas categorias no Oscar. O Globo de Ouro toma o caminho do meio: aceita a tecnologia, mas sinaliza onde a régua para.

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Redação Pipocou

Time editorial do Pipocou.

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