A temporada final de Good Omens chegou ao Prime Video nesta quarta-feira (13) num formato improvável: um episódio único de noventa minutos. É menos do que os fãs esperavam, eram seis episódios planejados, e mais do que muita série de assinatura entrega como despedida.
Da queda do roteiro à versão enxuta
A trajetória da terceira temporada foi acidentada. Depois das acusações contra Neil Gaiman, a Prime Video reorganizou o projeto, e a diretora Rachel Talalay refez o desfecho com a equipe de roteiro. O resultado, segundo a primeira leva de críticas, é uma conclusão imperfeita e corrida, mas que não trai a química entre Aziraphale e Crowley.
A história retoma o ponto morto deixado pela segunda temporada: o anjo aceitou voltar pro Céu, a amizade milenar com o demônio rachou, e o último ato precisa decidir o destino dos dois antes do Apocalipse virar parágrafo final. A Prime Video já tinha soltado o trailer oficial no canal do estúdio em abril.
Tennant e Sheen seguram o frete
David Tennant e Michael Sheen continuam fazendo a série acontecer mesmo sob pressão de roteiro. O Roger Ebert escreveu que a conexão emocional dos dois ancora um final agridoce, o Collider deu seis de dez e disse que o show "merecia melhor". A Inverse foi mais generosa, chamou de "satisfatório, dentro do possível".
Pra quem acompanha desde 2019, a sensação parece ser de despedida feita às pressas, mas com os dois certos no centro da cena. A trilha pisa fundo, as referências ao livro de Pratchett e Gaiman seguem vivas, e o tom mistura piada britânica com despedida sincera. Em noventa minutos dá pra rever as duas temporadas anteriores antes e fechar tudo numa noite só. Pra quem queria a versão estendida, fica o consolo de que o que sobrou, sobrou onde importava.
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