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Hocus Pocus 3 sai do limbo: Sandersons voltam, e desta vez no cinema

Disney destrava sequência com Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy de volta. Lançamento agora é planejado pras salas, não streaming.

Hocus Pocus 3 sai do limbo: Sandersons voltam, e desta vez no cinema

A Disney destravou Hocus Pocus 3. O estúdio confirmou nesta quarta que Bette Midler, Sarah Jessica Parker e Kathy Najimy retornam como as bruxas Sanderson, e que, diferente do segundo filme, o longa tem planos de estreia nas salas, não direto no Disney+.

O que sai e o que fica

Anne Fletcher, que dirigiu Abracadabra 2 (2022), volta à cadeira. Jen D'Angelo, roteirista do segundo, reescreve.

A grande mudança é o circuito de exibição. Abracadabra 2 foi exclusivo de streaming e, mesmo com audiência alta, deixou um gosto de filme-direto-pro-feed. Mandar pro cinema agora reposiciona a franquia como evento, algo que faz sentido pro público que cresceu com o original de 1993 e leva os filhos de fralda no Halloween.

O que ainda não se sabe

Roteiro novo, vilão, ano de estreia: nada confirmado. Bette Midler já vinha dizendo em entrevistas que adoraria ter o filme pronto pro Halloween de 2026, mas a Disney não bateu martelo. Como o projeto entrou em desenvolvimento agora, qualquer estreia antes de 2027 é milagre de produção.

A franquia chegou a esfriar depois da saída do executivo Sean Bailey da Disney, em 2024. Com a nova diretoria de live-action, o trio Sanderson voltou ao topo da fila.

Trazer as três pra mesma cozinha de novo é o mínimo que justifica um terceiro filme. Levar pro cinema é o máximo. O que vai decidir o resultado é se o roteiro acha algo novo pra fazer com bruxas que já queimaram quase todo seu petróleo cômico, ou se vira só festa de aniversário em forma de longa.

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Redação Pipocou

Time editorial do Pipocou.

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O cinema brasileiro voltou a ocupar o lugar mais alto do festival mais importante do mundo. Na noite de domingo, Walter Salles subiu ao palco do Théâtre Lumière três vezes: para receber a Palma de Ouro por Ainda Estou Aqui, para ver Fernanda Torres premiada como Melhor Atriz, e para celebrar o roteiro adaptado escrito ao lado de Murilo Hauser.

É a primeira vez na história que um filme brasileiro leva as três categorias na mesma edição, feito que coloca Salles ao lado de nomes como Ken Loach e os irmãos Dardenne na seleta lista de cineastas multipremiados em Cannes.

Esse prêmio é da Eunice Paiva. É de todas as mulheres que tiveram que sustentar a memória de quem foi silenciado. Fernanda Torres, ao receber o prêmio de Melhor Atriz

Uma vitória que demorou quase dez anos

Adaptado do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva, Ainda Estou Aqui conta a história de Eunice Paiva, mulher do deputado Rubens Paiva, desaparecido pela ditadura militar em 1971. O projeto começou em 2015, quando Salles leu o manuscrito ainda inédito e decidiu que esse seria seu próximo filme.

Filme em destaque
Ainda Estou Aqui
2024 · Drama, Histórico · 137 min · Walter Salles
94

Foram quase dez anos entre a primeira reunião de roteiro e a estreia em Veneza, em setembro de 2024. No caminho, a pandemia, a mudança de governo no Brasil, que destravou linhas de financiamento via Lei Rouanet, e a entrada de Fernanda Torres no projeto, em substituição a uma escalação anterior que não foi adiante.

O Brasil entendeu que precisava contar essa história, e o mundo entendeu que precisava ouvir.
Walter Salles · entrevista coletiva

O que vem agora: temporada de prêmios

Com Cannes no bolso, o filme se posiciona como favorito incontestável na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Internacional, categoria em que o Brasil só venceu uma vez, em 1962, com O Pagador de Promessas. A campanha americana, conduzida pela Sony Pictures Classics, começa oficialmente em julho.

Para Fernanda Torres, o prêmio em Cannes a coloca diretamente na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz, a mesma vaga que sua mãe, Fernanda Montenegro, ocupou em 1999 por Central do Brasil, também dirigido por Salles.

O cinema brasileiro, que vinha de uma sequência de bons resultados em festivais menores, ganha agora uma plataforma global. E uma pergunta velha volta com força nova: quanto tempo até a primeira Palma de Ouro brasileira virar a segunda?

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Mariana Castro

Editora-chefe do Pipocou. Cobre festivais internacionais e indústria audiovisual há 12 anos. Já passou por Folha, Piauí e Variety Brasil.

32 comentários

Lucas Andradehá 2 horas

Que momento histórico. Já tinha visto o filme em outubro e saí do cinema sem palavras. A Fernanda Torres entrega uma das atuações mais contidas e poderosas que já vi, merecidíssimo.

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Beatriz Coelhohá 4 horas

Vai com tudo pro Oscar agora. Curioso pra ver como vai ser a campanha americana, historicamente filmes em português têm mais dificuldade que os em espanhol/francês na corrida.

♥ 18Responder
Rafael Mendeshá 6 horas

Salles merecia há muito tempo. Diários de Motocicleta já era uma obra-prima que não foi premiada como deveria. Justiça poética.

♥ 12Responder

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