O terror irlandês Hokum: O Pesadelo da Bruxa estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 21 de maio, pela Diamond Films. É o terceiro longa de Damian McCarthy, o cineasta que assustou a crítica internacional em 2024 com Oddity: Objetos Obscuros, e dessa vez com Adam Scott em frente da câmera.
McCarthy depois de Oddity
McCarthy entrou no radar com Caveat (2020) e estourou com Oddity, que conquistou elogios quase unânimes da crítica de gênero. Hokum é o primeiro projeto do diretor com a Neon, o que sugere que o estúdio enxergou nele um próximo Ari Aster ou Robert Eggers em formação. Funciona menos como terror de jump scare e mais como peça atmosférica que respira o cinema irlandês recente.
Adam Scott no protagonismo
Scott, conhecido pela TV com Severance e Parks and Recreation, faz Ohm, um escritor que viaja a um hotel isolado na Irlanda pra cumprir o último desejo dos pais já falecidos. A trama envolve uma mulher que desaparece depois de uma festa de Halloween, e o protagonista termina arrastado pra investigação contra a vontade da cidade local. A escolha de Scott num papel sério, longe da comédia, foi citada pela crítica como um dos pontos fortes do filme.
Recepção lá fora
No Rotten Tomatoes, Hokum segura 90% de aprovação da crítica especializada. A IndieWire descreveu como conto irlandês de arrepiar, com a fotografia de Colm Hogan usando enquadramento e sombra sem firula. A ScreenRant chamou de quase impecável. A comparação que mais aparece nas resenhas é O Iluminado combinado com Os Inocentes (de 1961), peça classicista de fantasma que volta a inspirar cineastas mais novos.
A estreia brasileira chega depois de um adiamento. Hokum tinha entrada prevista em 30 de abril. Acabou indo pra esta semana, dividindo telas com O Mandaloriano e Grogu, o que coloca o terror em desvantagem na disputa por sessões. Vale ficar de olho na segunda semana, quando o caminho tende a abrir.
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