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Natal Amargo: Almodóvar leva tragicomédia pós-luto à competição em Cannes

Novo filme do espanhol estreia 19 de maio na Croisette com Bárbara Lennie e Leonardo Sbaraglia. Trailer já circula e adianta o tom melodramático.

Natal Amargo: Almodóvar leva tragicomédia pós-luto à competição em Cannes

Natal Amargo: Almodóvar leva tragicomédia pós-luto à competição em Cannes

Pedro Almodóvar volta à Croisette com filme mais sóbrio que de costume. Natal Amargo (no original espanhol, Amarga Navidad) concorre à Palma de Ouro em 19 de maio com Bárbara Lennie no centro de uma história de luto, fuga e fim de ano disfuncional, exatamente o tipo de mistura emocional em que o espanhol é especialista. O trailer oficial já está rodando.

Lennie e Sbaraglia carregam a história

A protagonista é Elsa, diretora de comerciais que se entope de trabalho pra não pensar na morte da mãe. Quando uma enxaqueca tira ela do prumo, decide fugir pra Lanzarote no feriado da Constituição de 2004 com a amiga Patrícia, enquanto o namorado (bombeiro e stripper) fica em Madri. Já dá pra ver as engrenagens almodovarianas: melodrama, sexualidade, ironia, um cuidado quase clínico com objetos cotidianos.

Lennie chega como rosto novo no centro do universo do diretor. Vem flanqueada por Leonardo Sbaraglia, Aitana Sánchez-Gijón, Victoria Luengo, Patrick Criado, Milena Smit e Quim Gutiérrez, elenco que combina veteranos de Almodóvar (Sánchez-Gijón, Smit) com caras menos lapidadas pelo diretor.

A entrada em Cannes pega na curva

Caso curioso: Natal Amargo já estreou nos cinemas espanhóis em 20 de março, e a seleção pra competição surgiu meses depois. A Croisette quase nunca aceita filme já em circulação comercial, mas o festival abriu exceção pra Almodóvar. Leitura mais óbvia é a vontade de ter um nome de peso da Europa numa edição que se equilibra entre cinema asiático e europeu, com pouca presença de Hollywood.

O concorrente também vai disputar a Queer Palm, prêmio paralelo que reconhece narrativas LGBTQIA+ do festival. O elenco e o tema combinam: Almodóvar nunca fingiu que o tema é estranho ao seu cinema.

Pra quem está no Brasil acompanhando à distância, vale lembrar que o filme anterior do diretor, O Quarto do Lado, levou meses pra chegar ao circuito local. Resta torcer pra que distribuidoras como California Filmes ou Imovision se mexam mais rápido desta vez.

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Redação Pipocou

Time editorial do Pipocou.

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