O Diabo Veste Prada 2 entrou pra história de carteirinha. A sequência que reuniu Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci já ultrapassou US$ 545 milhões na bilheteria mundial, segundo o Deadline, e deixou pra trás o total vitalício do original de 2006, que parou em US$ 326,5 milhões sem ajuste de inflação. Em quase 20 anos do primeiro, ninguém esperava esse tipo de retorno.
Por que essa bilheteria tem peso
Comédia adulta em sala de cinema virou espécie rara nos anos pós-pandemia. O Diabo Veste Prada 2 estreou com US$ 77 milhões nos Estados Unidos e US$ 234 milhões no mundo, a terceira melhor abertura de 2026 e a maior da carreira de Meryl Streep. Pra escala, é o maior lançamento de uma comédia tradicional desde A Escolha Perfeita 2 em 2015, e por isso a Fortune tratou o filme como possível último canto de cisne do modelo de IP nostálgico de Hollywood.
Como chegou ao segundo final de semana ainda firme
Na semana 15 a 17 de maio, o filme ficou em segundo lugar nos Estados Unidos com US$ 17,8 milhões, queda de 57% sobre a abertura, dentro do padrão pra comédia romântica de público adulto. O domínio acabou na semana seguinte, com a chegada de Mortal Kombat II, mas o acumulado mundial de US$ 545 milhões em pouco mais de duas semanas mostra retenção forte e força internacional, com Coreia e Brasil entre os mercados que mais responderam.
David Frankel volta na direção, com roteiro de Aline Brosh McKenna, dupla do original. A volta de Andy Sachs, Miranda Priestly e Emily Charlton entregou o que faltava pro público de 30 e poucos que cresceu citando os ditos do filme. E a indústria fica com a pergunta de bilhão de dólares no colo, dá pra apostar de novo em sequência de comédia que ficou 20 anos esperando?
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