Faz seis anos que Star Wars não pisa na tela grande. O Mandaloriano e Grogu quebra o jejum no dia 22 de maio, e a Lucasfilm já jogou o trailer final no ar pra acertar o último ponto da campanha. É o filme que tira o universo de Lucas do casulo do streaming e devolve pro cinema, terreno de onde ele saiu em 2019 com A Ascensão Skywalker.
O que a Lucasfilm está apostando
Jon Favreau, criador da série original no Disney+, dirige e assina o roteiro com Dave Filoni. A linha do filme segue depois da segunda temporada da série, com Din Djarin (Pedro Pascal) e Grogu envolvidos numa missão que envolve restos do Império. Sigourney Weaver entra como personagem nova pra Lucasfilm, e Jeremy Allen White, do The Bear, completa o elenco principal.
A aposta tem cara de transição. Não é prólogo nem epílogo, é uma extensão direta da série de TV pra quem nunca largou a franquia, com escala maior e sem o limite de orçamento de episódio de streaming. A Lucasfilm precisa que funcione. O estúdio não emplaca um filme no cinema desde A Ascensão Skywalker e está com a fila de projetos travada à espera do resultado de bilheteria.
A briga pelo público brasileiro
A estreia bate cabeça com O Diabo Veste Prada 2, que segue firme em cartaz, e a previsão da Boxoffice Pro coloca O Mandaloriano e Grogu num possível US$ 100 milhões de abertura doméstica. No Brasil, a Disney trabalha pra reerguer a base de fãs que se queimou com as últimas temporadas de série e com a turbulência da fase Kathleen Kennedy. Pedro Pascal está no auge da popularidade, e Grogu segue invicto. Funciona ou não funciona, o que está em jogo é se Star Wars volta a ser franquia de cinema ou se vira herança televisiva.
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