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Os Enforcados chega ao Globoplay com Macbeth do jogo do bicho carioca

Suspense de Fernando Coimbra com Leandra Leal, Irandhir Santos e Fernanda Montenegro entra no catálogo Globoplay+Telecine dia 16.

Os Enforcados chega ao Globoplay com Macbeth do jogo do bicho carioca

Os Enforcados chega ao Globoplay com Macbeth do jogo do bicho carioca

O Globoplay traz pro catálogo dia 16 de maio Os Enforcados, longa de Fernando Coimbra com Leandra Leal, Irandhir Santos, Stepan Nercessian, Irene Ravache e Fernanda Montenegro. O filme passou por sala de cinema e ficou disponível pra clientes Telecine no fim de 2025, agora ganha distribuição mais larga via plano combinado Globoplay+Telecine.

Shakespeare no morro

Coimbra (O Lobo Atrás da Porta, Sete Prisioneiros) reencontra Leandra Leal onze anos depois da parceria de O Lobo. A história é uma adaptação enviesada de Macbeth: Regina (Leal) e Valério (Santos) são um casal arrivista em ascensão social no Rio. Quando o tio dele, Linduarte (Nercessian), bicheiro influente, anuncia que vai se afastar temporariamente do negócio, os dois enxergam a abertura. Daí pra frente, é traição em escala.

A inspiração shakespeariana não é gratuita. O roteiro foi premiado no Sundance em 2017 antes do filme ser rodado. Coimbra constrói a tragédia sem gato preto: ambição, conluio e dependência do crime organizado como elevador social num Rio em que a contravenção é parte estrutural da cidade.

Fernanda Montenegro em papel pequeno e decisivo

Fernanda Montenegro aparece em uma participação curta como Helena, mãe de Linduarte, mas em uma cena pivô, daquelas que ficam na cabeça depois dos créditos. Irene Ravache, no papel da esposa do bicheiro, equilibra a presença. Stepan Nercessian, em uma das atuações mais elogiadas do cinema brasileiro recente, segura o filme inteiro como bicheiro humanizado.

Coimbra de volta ao gênero

Depois de Sete Prisioneiros (2021) na Netflix, Coimbra retomou o cinema de gênero brasileiro com mais ambição. Os Enforcados é trabalho mais maduro, com fotografia em chave noir e trilha que costura jazz, samba sujo e silêncio quando precisa. Leandra Leal sustenta o filme, não é exagero dizer que é o papel mais consistente da carreira dela na última década, ao lado de uma química elétrica com Irandhir Santos.

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Redação Pipocou

Time editorial do Pipocou.

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