Caio Barone abre o consultório de novo. A sexta temporada de Sessão de Terapia estreia no Globoplay em 22 de maio, com 35 episódios divididos em cinco lançamentos toda sexta-feira. Selton Mello volta à direção e ao papel do psicanalista que carrega a série desde 2012.
O divã renovado
O esquema continua o de sempre: cada paciente em seu dia da semana, sessões curtas, conflito que vai sedimentando. Mudam os corpos sentados na poltrona. Entram Érica (Olivia Torres), Morena (Alice Carvalho), Ulisses (Paulo Gorgulho) e Ingrid (Bella Camero). E muda também a interlocutora do próprio Caio: Grace Passô assume Rosa Gabriel, a nova supervisora, figura que na lógica da série costuma fazer o personagem-terapeuta perder o chão.
Os temas que a temporada escolheu
A Globo divulgou o cardápio dramatúrgico: maternidade contra a pressão social e o relógio biológico, cuidado familiar com inversão entre pais e filhos, autocobrança e pressão corporativa, e o medo de envelhecer numa cultura que cultua juventude. É um índice bem 2026, quase um retrato gerado pela última década de feed social.
Gorgulho aos 66 anos no papel do paciente que não aceita o tempo passar é a aposta mais cruel da temporada, no bom sentido. A série sempre soube usar atores experientes pra dar peso real ao gesto pequeno: uma pausa, um "deixa pra lá", uma frase travada no meio.
Por que importa
Sessão de Terapia é, hoje, um dos poucos formatos brasileiros de drama psicológico que conseguem rodar com longevidade sem virar caricatura. Adaptada de BeTipul, série israelense que também deu origem ao In Treatment da HBO, encontrou no Brasil um tom próprio: coloquial, de gente que fala demais e diz pouco. Selton Mello, em entrevista recente, defendeu o lugar do programa na grade brasileira ao dizer que saúde mental "sempre será tema fundamental".
O formato semanal de cinco episódios não é casual: a sexta-feira virou ponto de encontro do público com a série, e a Globoplay tem usado o ritual como vitrine.
A estreia no dia 22 chega numa semana cheia para o streaming brasileiro, o que diz alguma coisa sobre a vontade da Globoplay de competir de frente com as plataformas internacionais usando o que ela tem de mais distintivo, que é produção autoral em escala. Em maio também entra a quarta temporada de Origem e, no fim do mês, A Empregada (bilheteria brasileira do ano até aqui) chega ao catálogo.
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