Dentro da Baleia (Whalefall), da 20th Century Studios, estreou nos cinemas brasileiros na quinta (15), segundo o Omelete, e o diretor Brian Duffield aproveitou a semana de lançamento para contar à TheWrap como transformou o livro de Daniel Kraus num thriller de sobrevivência.
A história
Jay (Austin Abrams) perdeu o pai e mergulha atrás dos restos mortais dele. Uma lula gigante o puxa para dentro da boca de uma baleia, e ele fica com cerca de uma hora de ar para achar a saída enquanto lida com o luto. Josh Brolin está no elenco, e Duffield assina a direção e o roteiro com Kraus, autor do romance.
"Tinha que ser difícil"
Sobre a filmagem, Duffield não maquia: "Eu tinha 100% de certeza de que ia ser um sacrifício", disse. "Acho que tem que ser difícil mesmo." Na montagem, ele e o editor Pietro Scalia deram mais tempo de tela à água-viva bioluminescente do que ao bico da lula, apelidado de Beaky, que aparece mais no livro. "A água-viva está funcionando", resumiu.
O teste que deu errado
Duffield chama exibições-teste de "uma ideia inerentemente furada, principalmente em filme cheio de efeitos". No primeiro teste de Dentro da Baleia, o som estava tão embolado que o público não conseguia acompanhar os diálogos.
De JFK a Cloud Atlas
O diretor credita a Scalia, que montou JFK, a coragem de fazer escolhas ousadas na edição. De Cloud Atlas ele pegou a ideia de cortar entre linhas narrativas guiado pela emoção, e usou isso nos grandes momentos dramáticos do filme.
Se você vai ao cinema pelo susto de bicho gigante, ótimo. Mas pelo que Duffield conta, o coração do filme é um filho tentando se despedir do pai.
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